Uma pintura viva feita com flores. É assim que a organização resume o tema da Expoflora 2026. O evento acontece de 28 de agosto a 27 de setembro, sempre de sexta a domingo e também no feriado de segunda-feira, 7 de setembro, das 9h às 19h. A 43ª edição olha para a própria história: a chegada dos imigrantes holandeses e o nascimento da floricultura na região. Esses dois marcos viram ambientação, arranjo e percurso. Para quem gosta de jardim, o interesse começa na Mostra de Paisagismo, onde as plantas aparecem dentro de projetos montados em escala real, e segue pelo parque inteiro até a chuva de pétalas do fim da tarde.
Sumário
Tradição e origens, o tema da 43ª edição
A organização anunciou em 14 de julho de 2026 o tema da edição: “Tradição e Origens: uma pintura viva feita com flores”. A proposta resgata a saga dos imigrantes que chegaram à região no fim dos anos 1940, o nascimento da floricultura brasileira em solo paulista e a criação da própria festa holandesa das flores.
A Expoflora acontece desde 1981 no parque do evento em Holambra (SP), e reúne cerca de 280 mil visitantes por edição, número informado pela organização em comunicado de 18 de maio de 2026. O calendário é fechado em fins de semana: sextas, sábados e domingos, com a exceção da segunda-feira 7 de setembro, que também abre por causa do feriado. São 16 dias de funcionamento, distribuídos em cinco fins de semana.
O nome da cidade explica o tema melhor que qualquer release. Holambra é a junção de HOLanda, AMérica e BRAsil, batismo dado pelos imigrantes que desembarcaram no Brasil em 1948 e transformaram uma antiga fazenda de café em colônia agrícola. A floricultura veio depois, quando as famílias perceberam que o clima da região servia à flor de corte, e virou a atividade que sustenta a cidade até hoje. A festa nasceu como vitrine dessa produção e cresceu junto com ela.
Na prática, o tema aparece na leitura dos espaços, não na estrutura do parque. As atrações seguem as mesmas de sempre, com Parada das Flores, Chuva de Pétalas, Shopping das Flores, museu, fazendinha, danças típicas e a Mostra de Paisagismo e Decoração. A programação completa fica no site oficial do evento.
A Mostra de Paisagismo e Decoração, onde o jardim aparece montado
A Mostra de Paisagismo e Decoração é a parte da Expoflora que mais rende para quem quer sair de lá com ideia aplicável em casa. São ambientes completos, assinados por paisagistas, arquitetos e designers de interiores, montados em escala real, com piso, mobiliário, iluminação e vegetação definitiva. É o único ponto do parque onde dá para ver a planta dentro de um projeto, e não enfileirada em bancada de venda.
Nas edições recentes, os ambientes exploraram jardim de chuva, taipa de pilão, piso drenante e reaproveitamento de madeira de demolição, com espécies como costela-de-adão, jiboia, samambaia, antúrio, maranta e lavanda. Vale entrar com olho técnico e reparar em duas coisas que a foto nunca mostra: a solução de drenagem que corre por baixo do piso e a escolha de espécies que aguentam pouca luz nos trechos cobertos. São as duas decisões que separam o ambiente que sobrevive ao primeiro verão do que precisa ser refeito.
A leitura do conjunto também ensina. Repare em como cada ambiente resolve a transição entre a área de estar e o canteiro, como o vaso grande é usado para marcar limite sem parede e como a iluminação rasante muda a leitura da folhagem depois das 17h. Esse é o repertório que costuma faltar em quem monta um quintal juntando plantas bonitas sem pensar no arranjo entre elas, e vale tanto quanto combinar móveis de jardim com os vasos na hora de compor a área externa.
Vale separar duas coisas que costumam se confundir na cabeça de quem vai pela primeira vez. A Mostra de Paisagismo é projeto, com ambientes pensados por profissionais e montados para serem lidos como conjunto. A Exposição de Arranjos Florais é composição autoral, trabalho de florista em grande escala, mais próxima da escultura que da jardinagem. E o Shopping das Flores é comércio. As três valem a visita, mas só a primeira responde à pergunta de como montar um canteiro que funcione.
Um detalhe prático para aproveitar melhor a mostra: leve o celular carregado e fotografe as placas de identificação das espécies, não só o ambiente inteiro. A foto bonita do conjunto não ajuda na hora de comprar, e o nome correto da planta é o que permite procurar depois se ela aguenta a luz que você tem em casa.
Na edição de 2026, a Verde Garden participa da Mostra em parceria com o Estúdio DG Design, dos sócios Danilo Gürtler, arquiteto, urbanista e designer de interiores, e Gisele Villa, paisagista. Danilo, de Leme (SP), já participou de edições anteriores assinando um ambiente da Mostra. O espaço criado pela parceria fica na área da Mostra de Paisagismo e Decoração e integra o roteiro coberto pelo ingresso.
O que acontece no parque da Expoflora 2026 ao longo do dia
O parque abre às 9h, e a própria organização recomenda chegar nesse horário para dar conta de tudo. O dia se organiza em torno de duas atrações com hora marcada, a Parada das Flores e a Chuva de Pétalas, que são o que mais fica na memória de quem já foi. Consultar a programação do dia logo na entrada economiza mais tempo do que qualquer atalho no mapa.
- Exposição de Arranjos Florais: composições de grande porte, que mostram o trabalho autoral dos floristas da região.
- Chuva de Pétalas: a cena mais fotografada do evento, com pétalas soltas sobre o público em horário fixo.
- Parada das Flores: desfile de carros alegóricos cobertos de flores, com bandinha e trajes típicos.
- Danças típicas holandesas: apresentações ao longo do dia, com tamancos e trajes da tradição que deu origem à cidade.
- Museu histórico e fazendinha: o primeiro conta a chegada dos imigrantes, a segunda ocupa as crianças com animais de pequeno porte.
- Jardins instagramáveis: cenários montados para foto, distribuídos pelo percurso.
A cozinha holandesa é parte do passeio e aparece em coisas específicas: o pannenkoeken, que é a panqueca holandesa servida doce ou salgada, o stroopwafel, biscoito fino recheado com calda de caramelo, e a batata frita com molho, servida em cone. Os restaurantes do parque trabalham em sistema self-service à vontade, e há praça de alimentação para quem prefere comer mais rápido e voltar ao percurso.
O passeio ao campo de girassóis merece nota à parte porque é o que mais gera expectativa nas redes. São hectares de girassol em flor, com acesso por transporte interno, e o horário do fim da tarde é o que rende a luz que aparece nas fotos. Está entre as atrações cobradas separadamente, então entra no roteiro por escolha, não por inércia.
Fora do que a entrada cobre, o parque tem o passeio ao campo de girassóis, o parque de diversões, os restaurantes com comida holandesa e o Shopping das Flores. São atrações cobradas à parte, e vale decidir quais entram no roteiro antes de chegar, porque cada uma consome tempo além do dinheiro.
O percurso da mostra é longo e boa parte dele fica a céu aberto, então calçado confortável e protetor solar mudam a experiência mais do que parece. A visita rende mais no começo da manhã, quando o movimento ainda é baixo e dá para parar diante de um ambiente sem atrapalhar a passagem de quem vem atrás.
O que levar para casa e como cuidar depois
O Shopping das Flores concentra a venda, com plantas e flores vindas direto de produtores de Holambra. Uma regra do evento surpreende quem não leu o regulamento: o parque não permite a entrada de plantas, mudas ou flores, por controle fitossanitário, o que protege as espécies expostas e comercializadas ali dentro. Tudo o que sai de lá foi comprado dentro do recinto.
Duas escolhas costumam definir se a planta sobrevive às primeiras semanas em casa. A primeira é segurar a vontade de replantar assim que chegar e fazer isso apenas quando houver sinal claro de raiz apertada, porque a planta já está lidando com a mudança de luz e de umidade. A segunda é montar a drenagem certa antes de encher o vaso de terra. Pular essa etapa é o erro mais comum de quem volta animado de uma feira.
Pense também no trajeto de volta. Planta comprada às 11h passa o dia inteiro dentro do carro fechado no estacionamento, e o calor de setembro em Holambra faz estrago em folhagem delicada. Deixar a compra para o fim do percurso é o ajuste simples que evita chegar em casa com a planta murcha antes mesmo de plantá-la.
Se a ideia é reproduzir em casa algum ambiente visto na mostra, o caminho é o inverso do que a maioria faz: primeiro a exposição ao sol e o vaso, depois a espécie. Vale ler antes sobre escolher plantas para a área externa e sobre o vaso grande de área externa que aguenta sol e chuva sem desbotar na primeira temporada.
Quem visita com criança pequena, idoso ou pessoa com mobilidade reduzida encontra estrutura montada para isso. O recinto tem estacionamento, entrada, assentos e banheiros adaptados para cadeira de rodas, além de trocador para bebê, e a organização aluga cadeira de rodas, carrinho de bebê, carrinho para pet e triciclo infantil no próprio parque. Reservar o equipamento na compra antecipada evita depender da disponibilidade no dia, porque a quantidade é limitada.
Quando ir, como chegar e ingressos da Expoflora 2026
Holambra fica a 130 km de São Paulo e a 40 km de Campinas, com acesso pela SP-340 ou pela SP-107. O estacionamento oficial tem cerca de 3 mil vagas e fica perto da entrada. Ônibus e micro-ônibus de excursão não pagam estacionamento, mas só entram até as 12h, o que define o horário de chegada de quem vai em grupo.
Chegar perto das 9h resolve boa parte do dia. Vale lembrar que sexta-feira não significa parque vazio: o dia útil ajuda, mas o recinto enche do mesmo jeito. Reserve o dia inteiro se a ideia incluir a Parada das Flores e a Chuva de Pétalas. Levando crianças, a orientação da organização é colocar uma identificação com nome e telefone nelas, porque o evento não anuncia pessoas perdidas pelo sistema de som.
Sobre ingressos, a compra antecipada pelo site sai mais barata do que a compra na bilheteria. No lote em vigor até 19 de agosto de 2026, a meia-entrada custa a partir de R$ 58,90. Como os valores mudam a cada virada de lote, a tabela atualizada, as regras de meia-entrada e os complementos ficam na página oficial de ingressos.
Cinco fins de semana entre o inverno e a primavera
A Expoflora 2026 ocupa cinco fins de semana entre o fim de agosto e o fim de setembro, com 13 dos 16 dias ainda no inverno, e o melhor aproveitamento vem de escolher a data com antecedência e chegar na abertura. Se o seu interesse é o jardim, comece pela Mostra de Paisagismo enquanto o parque ainda está vazio e deixe o Shopping das Flores para o fim, quando o caminho até o carro é uma volta só.
Imagem de capa: divulgação da Expoflora, material da sala de imprensa da 43ª edição.






